Pular para o conteúdo principal

Boules d’Escalier: a história da coleção que começou com uma caixa do interior da França

Tudo começou com uma caixa.

Frank e eu compramos setenta boules às cegas, pelo telefone, numa ligação entre o Rio de Janeiro e uma cidadezinha no interior da França. Um casal idoso se desfazia da coleção e pedia pagamento antecipado. Ninguém quis arriscar. Nós arriscamos.

Quando a caixa chegou e começamos a abrir, foi uma surpresa atrás da outra. Uma a uma, as boules foram aparecendo: cores, formatos, texturas. Cada peça diferente da outra. Naquele momento entendemos que tínhamos feito a escolha certa.

O que aprendemos com a família

O gosto pelas pinhas não surgiu do nada. Na família do meu marido, esse olhar já existia antes de nós. Foi com eles que aprendemos a gostar, a enxergar a beleza nesses objetos. Uma sensibilidade passada de geração em geração.

Peças de época, de alma

Quando falo em peças de época, estou falando de pinhas fabricadas num período específico da história, entre meados do século XIX e início do século XX. Elas têm alma porque carregam o tempo em que foram feitas, a mão do artesão, a técnica de uma era que não existe mais. Não é nostalgia. É reconhecer o valor do que é irrepetível.

É isso que Frank e eu colecionamos há 25 anos. E é isso que está em cada página do livro.










Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa.

📖 Disponível em boulesdescalier.com

Compre via whatsapp (+5511974294423)

Edição limitada publicada em colaboração com Assouline.

R$ 1.900 em até 12x sem juros

Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa.

Também em lojas selecionadas em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cascais, Lisboa e Crans-Montana.

Postagens mais visitadas deste blog

Kintsugi em pinhas de cristal: a técnica do ouro nas pinhas antigas

O Kintsugi é uma técnica japonesa de reparo em cerâmica, onde peças quebradas são restauradas com ouro, tornando as fissuras visíveis. Recentemente, decidi aplicar esse princípio às pinhas. Não para esconder o tempo, mas para revelá-lo. As marcas permanecem. Mas agora ganham outra leitura. Entre continuidade e reconstrução, a peça deixa de ser apenas forma e passa a carregar história. No encontro entre pinha antiga e kintsugi, a beleza não está na perfeição, mas naquilo que resiste, se transforma e permanece. 📖 Disponível em  boulesdescalier.com Compre via whatsapp  (+5511974294423) Edição limitada publicada em colaboração com Assouline. R$ 1.900  em até 12x sem juros Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa. Também em lojas selecionadas em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cascais, Lisboa e Crans-Montana.

Detalhes ocultos nas pinhas de escada antigas: o que poucos colecionadores notam

À primeira vista, tudo  parece igual. No detalhe, cada peça  se revela. Uma Pinha de Cristal antiga,  parte da coleção  Boules d’Escalier de Flávia & Frank Abubakir. Foto: Harald Gottschalk 📖 Disponível em  boulesdescalier.com Compre via whatsapp  (+5511974294423) Edição limitada publicada em colaboração com Assouline. R$ 1.900  em até 12x sem juros Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa. Também em lojas selecionadas em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cascais, Lisboa e Crans-Montana.

Pinhas de cristal amarelo e dourado: o ouro líquido nas boules d’escalier do século XIX

O amarelo e o dourado são as cores mais luminosas das pinhas antigas. Uma família de tonalidades que vai do amarelo mais claro e translúcido até o âmbar profundo e quente como ouro líquido guardado em cristal. A fórmula do amarelo e do dourado Nas cristaleiras francesas do século XIX, entre elas a Saint Louis, o amarelo era obtido pelo óxido de prata. Uma fórmula que produzia desde o amarelo mais claro e luminoso até o âmbar dourado mais intenso. A mesma fórmula, concentrações diferentes, resultados distintos. O laranja, tonalidade vizinha, era obtido pelo antimoniato de chumbo combinado com sulfeto de cádmio, uma cor mais quente e vibrante que completa essa família solar. No catálogo original No catálogo original do século XIX que encontrei em leilão, as pinhas amarelas e douradas aparecem em variedades como a Diamantée à Perles Vénitiennes, lapidação em pérolas venecianas que cria um efeito de favo de mel sobre o cristal âmbar. Uma das combinações mais sofisticadas do catálogo. Na no...