Pular para o conteúdo principal

Kintsugi em pinhas de cristal: a técnica do ouro nas pinhas antigas

O Kintsugi é uma técnica japonesa de reparo em cerâmica, onde peças quebradas são restauradas com ouro, tornando as fissuras visíveis.

Recentemente, decidi aplicar esse princípio às pinhas.

Não para esconder o tempo, mas para revelá-lo.

As marcas permanecem. Mas agora ganham outra leitura.

Entre continuidade e reconstrução, a peça deixa de ser apenas forma e passa a carregar história.

No encontro entre pinha antiga e kintsugi, a beleza não está na perfeição, mas naquilo que resiste, se transforma e permanece.




📖 Disponível em boulesdescalier.com

Compre via whatsapp (+5511974294423)

Edição limitada publicada em colaboração com Assouline.

R$ 1.900 em até 12x sem juros

Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa.

Também em lojas selecionadas em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cascais, Lisboa e Crans-Montana.

Postagens mais visitadas deste blog

Pinhas de cristal amarelo e dourado: o ouro líquido nas boules d’escalier do século XIX

O amarelo e o dourado são as cores mais luminosas das pinhas antigas. Uma família de tonalidades que vai do amarelo mais claro e translúcido até o âmbar profundo e quente como ouro líquido guardado em cristal. A fórmula do amarelo e do dourado Nas cristaleiras francesas do século XIX, entre elas a Saint Louis, o amarelo era obtido pelo óxido de prata. Uma fórmula que produzia desde o amarelo mais claro e luminoso até o âmbar dourado mais intenso. A mesma fórmula, concentrações diferentes, resultados distintos. O laranja, tonalidade vizinha, era obtido pelo antimoniato de chumbo combinado com sulfeto de cádmio, uma cor mais quente e vibrante que completa essa família solar. No catálogo original No catálogo original do século XIX que encontrei em leilão, as pinhas amarelas e douradas aparecem em variedades como a Diamantée à Perles Vénitiennes, lapidação em pérolas venecianas que cria um efeito de favo de mel sobre o cristal âmbar. Uma das combinações mais sofisticadas do catálogo. Na no...

O que são pinhas de escada (boules d’escalier)? História em vidro e cristal

As boules d’escalier, conhecidas no Brasil como pinhas de escada em vidro ou cristal, são objetos decorativos do design europeu que surgiram entre os séculos XVIII e XIX. Originalmente, eram colocadas no topo dos corrimãos de escadas. Mais do que um detalhe funcional, tornaram-se um símbolo de elegância, presença e cuidado com a casa. Conhecidas como boules d’escalier na França, essas pinhas de escada em vidro e cristal se tornaram um elemento marcante do acabamento arquitetônico no design europeu. Com o tempo, essas peças passaram a ser produzidas em diferentes materiais e técnicas, como vidro soprado, cristal lapidado, opalina e uranina, refletindo a estética e o período em que foram criadas. Mas há algo que permanece. A forma. A luz. E uma ideia de permanência. As pinhas de vidro carregam um simbolismo silencioso. Em muitas culturas, representam continuidade, proteção e abundância. Talvez por isso atravessem o tempo com tanta naturalidade. Hoje, mais do que elementos arquitetônicos,...