Pular para o conteúdo principal

Pinha de vidro Murano: a técnica millefiori nas pinhas antigas

O millefiori é uma técnica tradicional do vidro de Murano, criada a partir da fusão de múltiplas hastes de vidro colorido, formando padrões que lembram pequenas flores.

O termo millefiori significa “mil flores” — e define uma das técnicas mais reconhecidas do vidro artístico europeu.

Padrões que se repetem, mas nunca se tornam iguais.

No corte, surgem flores. No conjunto, um jardim inteiro em vidro.


                                                                 Foto: Harald Gottschalk

Millefiori nas pinhas de vidro Murano

A técnica millefiori aparece em objetos como pinhas de vidro Murano e também em boules d’escalier.

Nessas peças, os padrões florais ganham profundidade e movimento, criando superfícies ricas e detalhadas.

Cada pinha de vidro feita com millefiori carrega um trabalho minucioso e nenhuma é exatamente igual à outra.

Como é feito o millefiori

Cada peça nasce da sobreposição e fusão de bastões de vidro colorido, moldados ainda em alta temperatura.

Nada é aleatório, tudo é construído em camadas.

O resultado é vibrante, mas profundamente controlado.

Uma curiosidade

Em muitas peças de millefiori, uma pequena flor azul se repete.

Ela pode lembrar a flor azul de Novalis, símbolo do desejo, da busca e do infinito.

Entre o vidro e a imaginação, até o menor detalhe pode carregar um sentido maior.



                                                                                Foto: Harald Gottschalk


Millefiori e o colecionismo

Peças como pinhas de vidro Murano em millefiori são cada vez mais raras, especialmente quando bem preservadas.

Isso naturalmente aumenta seu valor no colecionismo de vidro artístico.

Parte da coleção apresentada no livro Boules d’Escalier, onde o vidro revela sua capacidade infinita de desenho e cor.


📖 Disponível em boulesdescalier.com

Compre via whatsapp (+5511974294423)

Edição limitada publicada em colaboração com Assouline.

R$ 1.900 em até 12x sem juros

Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa.

Também em lojas selecionadas em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cascais, Lisboa e Crans-Montana.


Postagens mais visitadas deste blog

Kintsugi em pinhas de cristal: a técnica do ouro nas pinhas antigas

O Kintsugi é uma técnica japonesa de reparo em cerâmica, onde peças quebradas são restauradas com ouro, tornando as fissuras visíveis. Recentemente, decidi aplicar esse princípio às pinhas. Não para esconder o tempo, mas para revelá-lo. As marcas permanecem. Mas agora ganham outra leitura. Entre continuidade e reconstrução, a peça deixa de ser apenas forma e passa a carregar história. No encontro entre pinha antiga e kintsugi, a beleza não está na perfeição, mas naquilo que resiste, se transforma e permanece. 📖 Disponível em  boulesdescalier.com Compre via whatsapp  (+5511974294423) Edição limitada publicada em colaboração com Assouline. R$ 1.900  em até 12x sem juros Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa. Também em lojas selecionadas em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cascais, Lisboa e Crans-Montana.

Detalhes ocultos nas pinhas de escada antigas: o que poucos colecionadores notam

À primeira vista, tudo  parece igual. No detalhe, cada peça  se revela. Uma Pinha de Cristal antiga,  parte da coleção  Boules d’Escalier de Flávia & Frank Abubakir. Foto: Harald Gottschalk 📖 Disponível em  boulesdescalier.com Compre via whatsapp  (+5511974294423) Edição limitada publicada em colaboração com Assouline. R$ 1.900  em até 12x sem juros Toda a receita das vendas é integralmente destinada aos projetos sociais, educacionais e culturais do Instituto em Salvador. Cada exemplar adquirido chega diretamente a quem mais precisa. Também em lojas selecionadas em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Cascais, Lisboa e Crans-Montana.

Pinhas de cristal amarelo e dourado: o ouro líquido nas boules d’escalier do século XIX

O amarelo e o dourado são as cores mais luminosas das pinhas antigas. Uma família de tonalidades que vai do amarelo mais claro e translúcido até o âmbar profundo e quente como ouro líquido guardado em cristal. A fórmula do amarelo e do dourado Nas cristaleiras francesas do século XIX, entre elas a Saint Louis, o amarelo era obtido pelo óxido de prata. Uma fórmula que produzia desde o amarelo mais claro e luminoso até o âmbar dourado mais intenso. A mesma fórmula, concentrações diferentes, resultados distintos. O laranja, tonalidade vizinha, era obtido pelo antimoniato de chumbo combinado com sulfeto de cádmio, uma cor mais quente e vibrante que completa essa família solar. No catálogo original No catálogo original do século XIX que encontrei em leilão, as pinhas amarelas e douradas aparecem em variedades como a Diamantée à Perles Vénitiennes, lapidação em pérolas venecianas que cria um efeito de favo de mel sobre o cristal âmbar. Uma das combinações mais sofisticadas do catálogo. Na no...