Quando uma pinha vermelha entra numa sala, ela domina. Não precisa competir. A intensidade do cristal vermelho tem uma presença que poucos objetos decorativos conseguem ter.
A fórmula do rubi
O vermelho rubi no cristal do século XIX era obtido pelo cloreto de ouro combinado com a púrpura de Cassius. Sim, ouro verdadeiro. Essa era a fórmula que a manufatura Saint Louis dominava. É essa combinação que dá ao cristal rubi aquela profundidade e intensidade única.
As variedades do catálogo original
Um dos tesouros da nossa pesquisa é um catálogo original do século XIX que encontrei em leilão. Nele, as pinhas vermelhas aparecem classificadas por técnica de lapidação. São nomes que revelam o nível de sofisticação da manufatura francesa da época:
Diamantée à Perles Vénitienne - lapidação em pérolas venecianas que cria um efeito de favo de mel sobre o cristal.
Doublée Taillée à Filets — lapidação em filetes finos sobre cristal duplo.
Doublée Taillée à Pontils — lapidação em pontilhados sobre cristal duplo.
Doublée Taillée Riche — lapidação rica e elaborada sobre cristal duplo.
Triplée Taillée Riche — a versão mais elaborada, em cristal triplo.
Doublée Email Rose — cristal duplo com esmalte rosa, uma raridade.
Cada nome é uma técnica. Cada técnica é uma história.
Na nossa coleção
Temos várias pinhas vermelhas. As mais escuras, pela profundidade da cor, acreditamos serem Baccarat. Hoje em dia, encontrar pinhas vermelhas de época é cada vez mais difícil. Cada uma que temos é tratada como o que é: uma peça única.
100% da receita das vendas do livro Boules d’Escalier é destinada aos projetos sociais, culturais e educacionais apoiados pelo Instituto Flávia Abubakir em Salvador. Comprar o livro é uma forma direta de fazer parte dessa história.