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Pinha de cristal azul: o azul cobalto e suas variações nas boules d’escalier do século XIX

O azul cobalto é uma das cores mais antigas e mais fascinantes da história do cristal. Antes de existir qualquer indústria química moderna, os artesãos europeus já sabiam como produzi-lo com precisão extraordinária.

Como o azul era feito

Nas cristaleiras francesas do século XIX, entre elas a Saint Louis, cada cor era preparada pelos próprios artesãos, segundo fórmulas guardadas por cada cristaleria. O azul era obtido pelo óxido de cobalto combinado com anidride molíbdica. O resultado é um azul de profundidade e intensidade que não envelhece.

Mas o azul não era uma cor só. Era uma família inteira:

Bleu — o azul cobalto clássico, profundo e intenso.

Vert bleu — um azul com toque esverdeado, mais raro.

Bleu céleste — o azul celeste, mais claro e luminoso.

Violet — com tendência para o azul violeta, obtido pelo bióxido de manganês.

O azul no catálogo original

No catálogo original do século XIX que encontrei em leilão, o azul aparece como uma das três cores principais oferecidas em quase todas as variedades de pinhas, sempre junto ao vermelho e ao verde. Uma escolha deliberada, o azul cobalto harmonizava perfeitamente com os interiores da época, com seus dourados, madeiras escuras e tecidos ricos.

Na nossa coleção

Temos pinhas azuis em todas as variações: do cobalto intenso ao celeste, passando pelo violeta. Cada peça com sua própria tonalidade e lapidação. Uma das famílias de cor mais ricas da coleção.


Pinha antiga de cristal azul


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