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Lapidação em pinhas de cristal antigas: as técnicas do século XIX

 Uma das coisas que mais surpreende quem começa a estudar as pinhas de cristal antigas é a variedade de lapidações. Não existe uma pinha igual à outra. Cada corte, cada textura, cada padrão é o resultado de uma técnica específica desenvolvida pelas cristaleiras europeias ao longo do século XIX. O que é lapidação? Lapidação é o processo de cortar e polir o cristal para criar padrões decorativos na superfície. Diferente da moldagem — onde a forma é criada no momento em que o cristal ainda está quente e fluido — a lapidação é feita depois, quando o cristal já está frio e sólido, com ferramentas de corte. O resultado é uma superfície que multiplica a luz em todas as direções. Cada faceta, cada pontilhado, cada medalhão é um espelho em miniatura que transforma a pinha num objeto vivo. As principais lapidações do catálogo original No catálogo original do século XIX que encontrei em leilão, as lapidações aparecem classificadas com nomes precisos: Taillée à Pontils — pontilhados. Pequenos ...
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Revista Cidade Jardim: Beleza PURA

  Maior do mundo, a coleção de Maior do mundo, a coleção de boules d’escalier dos brasileiros Flávia e Frank Abubakir ganha uma luxuosa publicação editada pela Assouline  POR SERGIO AMARAL  a As boules d’escalier estão para o design de interiores assim como as joias estão para a moda. Objeto de fascínio que ganhou destaque entre a burguesia francesa no século XIX, este ornamento de escadas conferia um ar palaciano, nobre e solene às propriedades por eles ocupadas. Os brasileiros Flávia e Frank Abubakir são donos não apenas de vários exemplares, mas da maior coleção de boules d’escalier do mundo. São mais de 800 peças distribuídas pelas residências do casal, em Salvador, Cascais e Crans-Montana, e que agora podem ser apreciadas por todos por meio do livro Boules d’Escalier, editado pela Assouline. São 280 páginas, quase três quilos e 180 imagens, com muitas das peças garimpadas por antiquários e reunidas pelo casal desde 2000. “Para o livro, a gente tentou escolher as mais...

Pinha antiga esfera: a forma mais clássica das boules d’escalier do século XIX

De todas as formas que as pinhas de cristal antigas, também chamadas de boules d’escalier, assumiram ao longo do século XIX, a esfera é a mais clássica e a mais universal. Uma forma perfeita que existe desde a antiguidade e que nas mãos dos artesãos europeus ganhou uma dimensão nova: a leveza e a profundidade do cristal. A forma mais antiga das pinhas de cristal A esfera é a forma geométrica mais simples e ao mesmo tempo mais fascinante. Sem começo e sem fim. Sem ângulos. Uma superfície contínua que capta a luz de todos os ângulos e a distribui de forma diferente a cada movimento. Nas pinhas de cristal antigas, a esfera aparece em várias versões: lisa, lapidada em facetas, em favo de mel, em pontilhados ou em caneluras. Cada técnica de lapidação transforma a mesma forma num objeto completamente diferente. No catálogo original do século XIX No catálogo original de boules d’escalier do século XIX que encontrei em leilão, as esferas aparecem classificadas em duas categorias principais: Cr...

As formas das boules d’escalier: um guia completo das pinhas antigas do século XIX

Quando a maioria das pessoas pensa numa pinha antiga, imagina uma forma cônica com escamas. Mas as boules d’escalier do século XIX eram muito mais variadas do que isso. O catálogo original que encontrei em leilão revela um universo de formas, técnicas e materiais que surpreende até os colecionadores mais experientes. As formas principais Esfera — a forma mais clássica e mais comum. Lisa, lapidada em facetas, em favo de mel ou em pontilhados. Uma esfera perfeita que capta e reflete a luz de todos os ângulos. Oval — uma variação alongada da esfera, mais elegante e menos comum. Aparece no catálogo original em várias técnicas de lapidação. Pinha cônica — a forma que deu nome popular ao objeto no Brasil. Cônica, com escamas que imitam o fruto do pinheiro. Era produzida por manufaturas francesas, boêmias, belgas e alemãs. Ovo — uma forma orgânica e delicada, que aparece no catálogo em versões lisas, lapidadas e em porcelana decorada. Alcachofra — uma forma inspirada no vegetal, com pétalas s...

Pinhas de cristal púrpura: o violeta e o lilás nas boules d’escalier do século XIX

A púrpura é uma das cores mais raras e elegantes do cristal francês do século XIX. Uma tonalidade entre o roxo e o vinho que aparece em poucas coleções no mundo. A fórmula do púrpura e do violeta Nas cristaleiras francesas do século XIX, entre elas a Saint Louis, o púrpura e o violeta eram obtidos por fórmulas distintas: Púrpura — obtido pelo óxido de níquel combinado com potassa. Elegante e raro. Violeta — obtido pelo bióxido de manganês. Uma tonalidade mais azulada, próxima do lilás. Existe também a opalina lilás, um cristal leitoso e translúcido nessa tonalidade, que combina a delicadeza do opaline com a profundidade do violeta. Uma das variações mais raras e belas da família. No catálogo original No catálogo original do século XIX que encontrei em leilão, o púrpura e o violeta aparecem em combinação com as técnicas mais sofisticadas de lapidação. Pinhas ovais, esféricas, com lapidação em diamantes, pontilhados e facetas, todas disponíveis nessa tonalidade. Na nossa coleção Temos pi...

Pinhas de cristal branco: a opalina e o leite nas boules d’escalier do século XIX

O branco é uma das cores mais refinadas nas pinhas antigas. Numa coleção dominada por azuis, vermelhos e verdes intensos, uma pinha branca tem uma presença discreta e ao mesmo tempo sofisticada. A fórmula do branco Nas cristaleiras francesas do século XIX, o branco era obtido pelo óxido de estanho. Uma fórmula que transformava o cristal transparente num material leitoso, denso e luminoso,  a famosa opalina francesa  A opalina não é simplesmente branca. É um branco que guarda luz dentro de si. Quando iluminado por trás, revela tons rosados, amarelados ou azulados,  uma característica única que os colecionadores chamam de “fogo da opalina”. O branco no catálogo original No catálogo original do século XIX que encontrei em leilão, o branco aparece em variedades específicas como a Porcelaine Unie e a Porcelaine Blanche decorée,  pinhas em porcelana branca, lisas ou decoradas com flores, filetes e motivos figurativos. Uma linha inteira dedicada ao branco, para os interiore...